O movimento social organizado dos servidores técnico-administrativos da UFRJ e sua entidade de representação, o SINTUFRJ, construíram, desde 1982, uma rica história de lutas, mobilizações e de vitórias. Soubemos, até alguns anos atrás, combinar as reivindicações corporativas com as lutas pela defesa e pelo aperfeiçoamento da universidade pública, gratuita e democrática; intrinsecamente ligadas à luta geral por uma sociedade mais justa.
Uma atitude decisiva para tanto foi nos reconhecermos como atores importantes e não mais como coadjuvantes subalternos na cena universitária. Ousamos elaborar e propor políticas para a UFRJ, bem como participar ativamente do debate sobre a educação superior e o papel social da universidade pública brasileira. Com isso, conquistamos o respeito dos outros segmentos da universidade e também de outros setores da sociedade. Ocupamos espaços na gestão da instituição, em seus colegiados e instâncias de direção, e nos credenciamos para ampliar nossos ganhos coletivos, sejam eles econômicos ou institucionais.
Quanto à nossa organização coletiva, foi pelo reconhecimento da diversidade que nos caracteriza, com respeito por nossas diferenças e com responsabilidade na direção do Sindicato, que vivemos em nosso movimento e em nossa entidade um período de grande adesão e força associativa. Foram tempos de assembléias cheias e representativas, de mobilização organizada, de seriedade e qualidade na preparação de campanhas reivindicatórias e de grandes contribuições à organização e à Federação nacionais (FASUBRA).
Lamentavelmente o que vemos já há alguns anos em nosso sindicato está longe de representar essa nossa história. O que se tem visto, ao contrário, é a perda crescente de representatividade, de confiança e de identificação dos filiados com as práticas e posições do sindicato, em conseqüência da banalização de greves e paralisações (o que desmoraliza uma forma de luta importante como recurso extremo), da valorização das disputas internas entre correntes em prejuízo dos interesses coletivos, da regressão a um “sindicalismo” rebaixado, de caráter corporativista apenas do interesse de grupos restritos e não representativos da totalidade variada de sindicalizados.
Nosso sindicato chegou a um nível de fragilização tão grande que hoje, além de não conquistarmos mais nada, começamos a perder o que temos. Incapaz de compreender a importância estratégica das construções e conquistas dessa origem de nosso movimento, bem como o papel que lhe cabe de valorizar, preservar e desenvolver esse legado, a maioria da atual direção do SINTUFRJ, equivocadamente, empurra nossa entidade para o isolamento e o atraso políticos. Limitada por sua pequena visão administrativista dos desafios e possibilidades de nossa organização coletiva, esse setor da diretoria erra quando ignora e se ausenta do debate sobre as questões de fundo da universidade (isso no momento em que as universidades federais, em geral, e a UFRJ, muito especialmente, discutem e definem o seu futuro e sua renovação); quando desmonta projetos de êxito indiscutível, que beneficiaram centenas de sindicalizados e seus familiares, como o curso pré-vestibular criado em 198?; quando amesquinha as relações de trabalho na entidade, com perseguições a funcionários e erros que já começam a expor nossa entidade a graves riscos jurídicos e financeiros, que, afinal, serão pagos pela contribuição dos filiados.
As desatrosas ações da maioria da direção do sindicato que quase nos levaram a perder os 26% e nos fizeram perder os 3,17% demonstram a fragilidade deste setor em encaminhar nossos interesses. Pois, com muito pouca seriedade, tentaram tirar proveito político com nossos ganhos sem medir as conseqüências para a nossa categoria.
A total falta de transparência na gestão se traduz, não só na falta de prestação de contas ao longo da gestão (nenhum balancete foi publicado até hoje), mas também na falta de informação relevante. Como, por exemplo, o relato da audiência que a Fasubra teve com o Ministro da Educação, onde se discutiu questões fundamentais para nossa categoria.
O jornal do SINTUFRJ há muito deixou de ser um instrumento informativo e formador de opinião, se transformando num verdadeiro álbum de fotografia da maioria da direção do sindicato.
Percorrendo os corredores da UFRJ, percebemos um grande desestímulo dos sindicalizados. Muitos externam a vontade de se desfiliarem do sindicato, por não acreditarem na possibilidade de mudança.
A saída não é essa. Ao contrário, nosso sindicato necessita justamente que nos unamos para tirá-lo deste atoleiro. É com a participação maciça de todas e todos no processo de escolha da nova direção que teremos, de fato, uma entidade representativa.
Porém, seria arrogante de nossa parte afirmar que somente os 27 membros da CHAPA 1 serão capazes de cumprir uma tarefa tão importante. Será fundamental a participação ativa de todas e todos com propostas, sugestões e criticas construtivas, juntos começarmos a ver novamente nosso sindicato representativo, combativo e respeitado.
Com autonomia e Liberdade Sindical
Vote CHAPA 1
Queremos um Sindicato que tenha a nossa cara , que nos represente e partilhe conosco o futuro da nossa Entidade. Por isso criamos a Chapa NOVO COMEÇO. Por isso vote CHAPA 1!!!!!
ResponderExcluirEstamos juntos!!!!